De bandeja

De bandeja

Não faz muito tempo que já me surpreendi, na região onde trabalho, ao ver garotos engravatados vendendo garrafas de água no farol.

Frio ou Sol, a roupa não muda. Vendeu? Não? o sorriso também não muda.

Não bastasse o “dress code” destes profissionais (assim os considero), ousam em debruçar um pano branco nos seus ante-braços para que a prestação de serviço seja feita com classe. 

E vão além! Estes garçons de farol, oferecem outros produtos que, como os malabaristas, equilibram na mesma bandeja. No marketing é o que se chama de venda cruzada (cross-selling) - vende-se água, e por que não degustá-las com um modesto saquinho de amendoim sem casca?

Malabaristas, sacos de balas largados no espelhinho do carro, deficientes com fotos da família no pescoço pedindo esmola, vendedores de porta qualquer coisa, flores, frutas. São pessoas que, cada um com suas "limitações", estão lá na rua, ralando para vender seu almoço e comprar, com sorte, seu jantar.

Todos tem seus valores e esforços reconhecidos, mas o que me chamou mesmo a atenção, foram os garçons com águas na bandeja.

Nesse sentido, e como de praxe, gostaria de enriquecer este exemplo comparando ao mundo corporativo.

Já trabalhei em Bancos vendendo empréstimos consignado, os quais são descontados em folhas de pagamento. Todos os meus concorrentes praticavam taxas muito similares. Sistemas de aprovação de crédito, formatos para pagamento de comissões, peças de comunicação e marketing, idem.

Então como é que cada instituição financeira se diferenciava? 

A resposta: nível de serviço.

Quando viajava para visitar os nossos Brokers (profissionais que vendiam para mim e eram comissionados pelos empréstimos por eles vendidos), era sempre muito bem recebido. Almoçava e jantava em bons restaurantes. Um dia até jantei na casa da família de um deles e, quando coincidia ser uma viagem no final de uma semana, estendia mais uns dias para conhecer o Estado da visita que fazia, sempre acompanhado destes parceiros comerciais, realizando uma viagem praticamente turística.

Mas, a troco?

O fato de ir visita-los já demonstrava que o atendimento era diferenciado, que fazia parte do reconhecimento do Banco pelo trabalho que estavam realizando. Era uma atenção a mais. Era, de fato, o que fazia a diferença. Não à toa que eles (os Brokers) me recebiam super bem. Foi em algumas destas viagens que conheci, em Campo Grande (MS), uma feira típica da região, numa estação abandonada de trem. E em São Luis (MA), onde comia num restaurante japonês, o famoso hot-roll com cream ch …, polenguinho mesmo.

A provocação nesta experiência que compartilho é: sua empresa faz o que para se diferenciar? 

Você acha que o preço do seu produto ou serviço, atendimento 24/365, infraestrutura tecnológica cloud sherbets blouster (oi?), pós venda, etc, tem KPIs (Key Performance Index) bem melhores que seus concorrentes? Será?

Não seja pretensioso. Não subestime os players do mercado em que sua empresa atua.

Ficar em baixo do sol, na Avenida Rebouças, de terno e gravata, sem máscara para proteger das fumaças dos escapamentos dos carros, ônibus e motos, e ainda sorrir naturalmente, pode ser uma maneira de você ser melhor percebido pelos seus clientes e incomodar, muito, seus concorrentes. 

Faça esse esforço que, como o sorriso, deve ser natural.

É uma dica que te dou de bandeja!
 

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