Educar. Treinar. Voar!

Educar. Treinar. Voar!

Semana passada, na Unibes Cultural, participei de uma excelente apresentação do colunista Gustavo Ioschpe: "Educação nos dias atuais para pais e filhos”.

Muitos dados estatísticos sobre escolas, metodologias, índices de desempenho, alfabetização, benchmarks, etc. Achei que sabia um pouco sobre a educação no país. Ledo engano! 

Ao final da palestra, saí ainda mais preocupado... Com o estacionamento que estava fechando e ao saber que o nível de alfabetização real no Brasil está na casa dos 24%. Ou seja, nem 1/4 da população brasileira é apta e ler e entender um simples texto.

Lá também soube como deveríamos elogiar nossos filhos, exemplo que o Gustavo compartilhou da renomada Carol Dweck, professora de psicologia de Stanford e autora de vários livros sobre motivação, personalidade e desenvolvimento.

Pais que elogiam constantemente seus filhos e os rotulam de inteligentes correm um risco. A criança assume esta característica e, ao tirar uma nota ruim na escola, por exemplo, ela tem um conflito interno com essa sua essência construída, pois sempre se referiam a ela como uma criança inteligente. 

Já, ao tecermos um elogio dizendo que nossos filhos são esforçados, esta seria, na opinião dela, a melhor alternativa. Se a criança foi bem numa prova, será resultado de seu esforço. No contrário, precisarão os pais orientar e motivar seus filhos para que se esforcem ainda mais numa próxima oportunidade.  

Vejam o TED apresentado por ela em 2014. É riquíssimo:
“O poder de acreditar que se pode melhorar”: https://www.ted.com/talks/carol_dweck_the_power_of_believing_that_you_can_improve?language=pt-br

Incrível como ela organiza a sequência de seus slides com frases / títulos de seus livros e, principalmente, com calma que ela esbanja em sua apresentação.

Então nossos filhos bem educados crescem, cursam "boas" escolas e faculdades e entram no mercado de trabalho. Pode ser o primeiro “trampo", ou o terceiro emprego. A minha provocação é no entendimento de como os gestores das empresas se comportam, educam e treinam seus times para o crescimento e desenvolvimento profissional.

Para tangibilizar melhor, darei um passo para trás. Quantos de vocês, ao verem um job description de uma vaga de emprego, questiona quem será aquele gênio que conseguirá preencher todos os requisitos e expectativas da empresa?

Ganha a vaga quem chegar perto de atender aos 62% dos bullet points do anúncio. Esse % não ouvi em nenhum TED, chutei mesmo.
 
O mais novo funcionário entrará com uma expectativa enorme, para performar em suas responsabilidades e metas que lhe foram atribuídas. Já, seu gestor, imporá uma pressão por resultados e exigências de conhecimento que, muitas vezes, não encontrará no curto prazo.

Algumas perguntas me vem à cabeça: Será que as empresas estão treinando seus funcionários no tempo e temas adequados? Terão os funcionários espaço para interagir com pares e superiores para assimilarem melhores práticas para aplicação no dia-a-dia? A filosofia da empresa entende tudo isso necessário para permitir treinamentos e desenvolvimento? 

Não são todos os profissionais que trazem na bagagem uma boa formação acadêmica e as empresas tem um papel fundamental nesse sentido. E aqui já digo que isso recai para os novos e antigos funcionários.

Executivos têm diferentes níveis culturais e de experiência dentro de uma mesma corporação, em todos os níveis. Treinamentos são necessários para que os capacitem, os avaliem, os desenvolvam. Quanto mais isso for recorrente, melhores serão os resultados obtidos. No limite, compensarão todos os investimentos dedicados.

Não podemos nos iludir, é verdade, que um executivo ficará para sempre na mesma empresa. Propostas salariais mais atrativas, um desafio maior a curto prazo ou uma oportunidade de se trabalhar em outro país, estão entre os inúmeros motivos que pode fazer com que a empresa o perca.

É responsabilidade das empresas desenvolverem ótimos executivos. Se eles permanecerão, ou não, caberá aos seus gestores e às políticas de RH os reterem. De preferência, motivados.

Também é de responsabilidade dos pais educarem seus filhos da melhor maneira possível. Más, diferente das empresas, pois queremos prepará-los para o mundo! 

"Give kids greater confidence. Give them a path into the future that creates greater persistence"
Carol Dweck
 

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